Hortifrúti trabalha na faixa de resfriados, normalmente entre +2 °C e +8 °C, e flores entre +2 °C e +5 °C. Diferente de congelado, aqui o objetivo não é baixar o máximo possível: é manter o produto frio com boa circulação de ar e sem chegar ao ponto de congelamento, que causa dano por frio. A AES Capital Reefer aluga reefer de 20 e 40 pés para produtores, distribuidores, centrais de abastecimento e varejo em todo o estado de São Paulo e do Rio de Janeiro.
Resfriar não é congelar
É o erro mais comum de quem trata hortifrúti como se fosse congelado. Produto fresco exposto a temperatura baixa demais sofre dano por frio: escurecimento, manchas, amolecimento e perda de sabor — às vezes só perceptíveis depois, na prateleira.
Cada produto tem a sua faixa. Banana, abacaxi, tomate e pepino, por exemplo, são sensíveis a temperatura baixa; maçã, uva e folhosas toleram bem o frio mais intenso. Por isso o setpoint é definido conforme o que você vai carregar, e não por um padrão único.
Faixas de referência
| Carga | Faixa de referência | Observação |
|---|---|---|
| Frutas e hortaliças em geral | +2 °C a +8 °C | Exige boa circulação de ar |
| Folhosas | +2 °C a +5 °C | Umidade alta, cuidado com desidratação |
| Flores e plantas | +2 °C a +5 °C | Resfriamento suave, umidade controlada |
| Produtos sensíveis ao frio | +8 °C a +13 °C | Banana, abacaxi, tomate, pepino |
Valores de referência para planejamento. Confirme a faixa do seu produto antes da entrega para a gente configurar o setpoint correto.
Circulação de ar é o ponto central
Em hortifrúti, mais do que em qualquer outra carga, o ar precisa circular. O produto continua respirando depois de colhido, gera calor e umidade, e sem fluxo de ar o centro do palete esquenta enquanto a borda está fria.
- Use caixa ventilada e alinhe as aberturas entre as camadas.
- Não bloqueie o piso em T: é por baixo que o ar frio entra.
- Deixe folga entre paletes e em relação à parede do fundo.
- Respeite a linha de carga máxima — topo livre é retorno de ar.
- Não misture produtos com faixas muito diferentes nem sensíveis a etileno com produtores de etileno.
Usos mais frequentes no segmento
- Safra e pico de colheita, quando o volume supera a capacidade instalada.
- Centrais de abastecimento e distribuidores, com pulmão de resfriamento em pátio.
- Floricultura, com resfriamento suave e umidade controlada.
- Varejo e atacado, em períodos de alta demanda.
- Parada de câmara durante reparo ou reforma.
Para a operação na capital, onde fica a maior concentração de distribuição de perecíveis, veja a página de São Paulo capital.